sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Capítulo 1.

2 anos e meio longe do Brasil, lugar que jurei nunca mais voltar e estava conseguindo cumprir fielmente esta promessa, ao menos até poucos dias atrás, eu estava vivendo tão bem em Londres, aos poucos refazendo minha vida e curando meu coração partido. Infelizmente a poucos dias recebi uma ligação de minha mãe dizendo que meu avô estava em um estado crítico e seu maior pedido era para que eu voltasse ao Brasil ficar ao lado dele e como sempre fui muito apegada a ele aceitei de imediato, era por um bem maior, eu não poderia abandonar meu avô apenas por puro medo de encarar coisas e pessoas do meu passado. O momento em que mais temia chegou, o avião pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ao sair do avião e sentir aquela brisa em meu rosto a ficha começou a cair e o nervosismo que até então não havia aparecido, deu sinal.... Ouvir todas aquelas pessoas falando a mesma língua que a minha agora era algo assustador porque eu sabia que não teria mais como fugir de tudo que deixei para trás.
Mariana: amiga se anima, depois de quase três anos estamos de volta ao nosso país – minha melhor amiga, que embarcou comigo nessa aventura, demonstrava toda sua felicidade.
Fernanda: mas eu estou feliz – sorri forçadamente, mas dizendo internamente que tudo ia ficar bem e eu ficaria feliz aqui, eu devo acreditar nisso, EU PRECISO acreditar nisso.
Mariana: nós vamos matar a saudade de toda nossa família hoje, vamos sair nos divertir, vamos fazer novos amigos e reencontrar os antigos, tudo vai ficar bem.
Fernanda: eu realmente estou tentando acreditar nisso, eu juro.
Mariana: vamos sair nos divertir hoje, vamos mostrar para todo mundo que voltamos e mostrar quem manda em Maresias. – Não ousei contestar pois ela estava decidida em relação a isso, e quando Mariana decide algo nada a faz mudar de ideia. – Quem vem nos buscar? Meu padrinho?
Fernanda: ele disse que não conseguiria sair a tempo da empresa para vir – falei lembrando da última conversa que tive com meu pai. – ele pediu para que o Antonio viesse. – minutos depois pegamos nossas malas, que finalmente passaram na esteira, obviamente pagamos uma multa gigantesca por excesso de bagagem, mas era impossível não exceder após quase três anos longe e como eu não sei quanto tempo ainda vou ficar no Brasil, optei por trazer todas as minhas coisas de lá.
De longe vimos um homem entre seu cinquenta e poucos anos, que de longe reconheci ser o tio tonio, como o chamamos desde criança, ele é motorista da família desde que me entendo por gente. Caminhamos até ele, que nos reconheceu, mas mesmo que não tivesse reconhecido, o escândalo da Mari o faria reconhecer de qualquer forma.
Mariana: tio tonio, que saudades – gritou, fazendo com que a atenção de todos ao redor se focasse em nós, senti meu rosto esquentar em receber tal atenção.
Antonio: Mariana não mudou nada, continua escandalosa – disse em um tom divertido assim que nos aproximamos.
Fernanda: imagina como sofri com essa garota lá em Londres – falei rindo e o abracei saudosamente. – que saudade que eu estava tio tonio.
Mariana: feliz com a nossa volta?
Antonio: sim, estávamos todos sentindo falta das loucuras de vocês. – fomos o seguindo até o carro enquanto ele nos ajudava a levar algumas das malas.
Fernanda: e como estão as coisas lá em casa? E a Lurdinha e o Henrique como estão?
Mariana: Henrique está gato? Sempre falei que ele se tornaria um homem lindo, espero não me decepcionar.
Fernanda: cala a boca Mariana – falei rindo de sua espontaneidade ao dizer isso – você sempre assediou o coitado.
Mariana: que culpa tenho eu se ele sempre foi fofo?
Antonio: as coisas lá na casa estão ótimas, estão todos animados com a volta de vocês, dona Elena mandou reformar o quarto que fica ao lado do da Fernanda e ajeitou tudo para a Mariana, agora ela está toda animada dizendo que sente como se tivesse duas filhas a Mari sorriu ao ouvir tais palavras.... A verdade é que a Mari sempre foi minha melhor amiga, desde que nascemos para ser mais exata, pouco antes de eu decidir sair do Brasil ela teve um problema com seus pais, para ser mais exata seus pais tiveram um problema com a Policia Federal e fugiram sem deixar rastros, minha amiga estava sozinha, abandonada, todos seus bens haviam sido confiscados pela justiça e a única coisa que consegui fazer por ela foi leva-la para minha casa. E esse tempo longe do Brasil foi ótimo para ela poder espairecer um pouco e não sofrer com o julgamento das pessoas apenas por ela ter o sobrenome Santtini.- minha esposa ficou o dia todo dizendo para eu não me atrasar, que seria um absurdo deixar vocês esperando no aeroporto – soltei uma risada ao imaginar a cena, Lurdinha sempre foi como uma mãe preocupada para nós e era muito bom sentir esse carinho que ela sentia – o Henrique está fazendo faculdade de Medicina e para a felicidade da Mariana ele ainda mora conosco.
Fernanda: mas eu também estou feliz em saber que ele ainda mora lá, ele sempre falou que um dia ia casar comigo lembra? E agora a Mariana quer roubar ele de mim.
Mariana: sonha que vai casar com ele.
Fernanda: sonha você garota – tentei parecer séria, mas não aguentei e ri.
Antonio: ele ficaria feliz em ver vocês duas disputando – riu – mas tenho que defender a Fernanda, desde os seis anos dele escuto ele dizer que ela seria a esposa dele um dia. -  antes que eu pudesse responder chegamos no carro, enquanto ele guardava nossas malas nós íamos nos ajeitando no banco traseiro do carro, e após poucos minutos estávamos na estrada rumo a Maresias. Fomos o caminho todo conversando, ele nos atualizou sobre algumas coisas que rolaram por aqui, um papo tão gostoso que quando me dei conta já estava em Maresias, já conseguindo ver o mar.
Mariana: que saudades desse lugar. Não importa o lugar que a gente esteja, sempre vou considerar aqui o melhor lugar do mundo para se morar.
Fernanda: tonio para aqui por favor? Vou ficar aqui pela praia, dar uma caminhada antes de ir para casa, vamos Ma?
Mariana: ai que delicia, vamos!
Fernanda: tio, avisa meus pais que já vamos para casa, vamos matar um pouco a saudade que estávamos deste lugar - ele parou o carro, nós descemos e fomos até a areia, o céu estava maravilhoso, um pôr do sol de deixar qualquer um de boca aberta, uma brisa gostosa batia em meu rosto e o silêncio que ali estava era de se deixar qualquer pessoa em paz.
Mariana: Londres é maravilhoso, mas nada como a nossa terrinha né?
Fernanda: sente só a calma que esse lugar trás, é inexplicável. – ficamos caminhando em silêncio por alguns minutos, apenas curtindo a calma daquele lugar, sentindo a areia nos pés, observando o céu maravilhoso. Aproveitamos também para tirarmos uma foto ali, aquele lugar representava muito para nós, foi nesse mesmo lugar que juramos estarmos sempre juntas, sempre uma apoiando a outra, porque nós sabíamos que não éramos apenas melhores amigas e sim irmã de alma. Postei a foto sem edição e sem filtro, o lugar estava tão lindo que não precisava de edição alguma.
ferbremmenkamp "primeira selfie no Brasil tinha que ser com a melhor pessoa no melhor lugar, te amo @ marisanttini 
diegobremmenkamp: tu tá me zoando???????
louisehoole: no 😭
vivisanttini: fale para minha sobrinha desnaturada vir aqui rs
henrimiclean: Maresias ? What?
marisanttini: a melhor do mundo e agora de volta a nossa terrinha 👯 
elenaguiarbremmenkamp: vocês duas venham pra casa agora que estamos com saudades rsrs 
elliewintcher: my girls   
ferbremmenkamp: hahahaha corre pra minha casa @diegobremmenkamp
Resolvemos ir para a casa, para a nossa sorte o condomínio era perto então não seria sacrifício ir caminhando, mas algo estava me incomodando, uma sensação de como se alguém estivesse nos olhando, nos vigiando. - amiga você não está com uma sensação estranha de como se alguém tivesse te olhando?
Mariana: eu estou o sentindo você me olhando – falou bem-humorada por que?
Fernanda: estou com essa sensação, mas deve ser loucura. – encerrei o assunto, mesmo eu ainda estando com essa sensação. Caminhamos mais um pouco até chegarmos ao condomínio e para entrarmos foi toda aquela burocracia de ligar para meu pai confirmar nossos registros.
Segurança: mil desculpas dona Fernanda, não deixaram nada avisado que você estaria voltando e é um procedimento que temos que fazer com todos e - o cortei.
Fernanda: você só fez o seu trabalho, sei bem como é exigido a trabalha da segurança daqui.
Segurança: os nomes de vocês já estão gravados no registro, agora não terão mais essa dor de cabeça.
Mariana: obrigada. – caminhamos rapidamente pelo condomínio, pois eu ainda não queria que ninguém me visse e graças a Deus não encontramos ninguém no caminho. Na portaria de casa estava outro segurança, mas esse eu conhecia, trabalha na segurança de casa a uns 7 anos mais ou menos, e quando nos viu ficou surpreso.
Fernanda: aqui nossa entrada já está liberada né? Lá na portaria ficamos quase uns 10 minutos – disse rindo lembrando do acontecido.
Paulo: acho que não está não, nem conheço vocês – falou divertido e nós rimos - fico feliz que tenham voltado.
Mariana: e nós estamos feliz por ter voltado – ela falou sorrindo e eu concordei. Conversamos mais alguns minutos e então decidimos entrar, ele abriu a porta para nós e quando entramos a sala de estar estava vazia.
Fernanda: eu esperava uma recepção mais calorosa.
Mariana: eu esperava uma festa surpresa - fomos até a primeira sala de jantar, que usamos apenas para a família e lá então estava meu pai e minha mãe, sentados no sofá conversando, enquanto alguns empregados estavam arrumando a mesa do lado.
Fernanda: nós ficamos três anos sem pisar nessa casa e quando voltamos vocês nos tratam assim? – falei parando em frente aos dois.
Eduardo: filha por que não avisou que já tinha chego? Achei que estavam na praia ainda - se levantou e nos abraçamos - que saudades da minha garotinha.
Fernanda: também estava com saudades pai, apesar de fazer 2 meses que nos vimos - rimos e desfizemos o abraço - mãe que saudades.
Elena: estava aí nos amores com seu pai que até achei que ia esquecer da sua mãe – falou rindo em um tom provocativo enquanto nos abraçávamos.
Fernanda: nunca - sorri e desfizemos o abraço, não tínhamos muitas coisas para contar pois a cada 2 meses eles iam nos visitar e ficavam cerca de uma semana, sem contar que as conversas via facetime eram diárias. - a Lurdinha tá onde? To morrendo de saudades dela.
Elena: na casa dela, o Henrique passou a semana toda fora por compromissos da faculdade então achamos justo darmos folga para ela curtir o filho dela hoje, igual nós iremos fazer com vocês.
Fernanda: vou ter que ir lá atrapalhar o momento família porque estou com saudades dela e do Henri, você vem Ma?
Mariana: vai indo na frente amiga, quero conversar com o padrinho e com a madrinha antes – assenti, deixei-os  a sós pois eu já imaginava qual seria o assunto dessa conversa, fui até a casa dos fundos que é onde eles moram, dei três batidinhas na porta e logo alguém abriu a porta, alguém no caso, um garoto lindo.. Olhos azuis, cabelo bagunçado e o rosto de quem tinha acabado de acordar.... Não é possível que esse Deus grego seja o Henrique.
XX: oi? Gostaria de falar com quem? – perguntou olhando curiosamente para mim.
Fernanda: a..a... Lur.. Lurdes, ela está? – falei meio aérea e após eu perceber meu nervosismo soltei uma risadinha. Que coisa patética Fernanda.
XX: sou o filho dela, Henrique, e você é? – sorriu e então reparei em como seu sorriso era lindo. Fiquei o encarando por segundos tentando entender a informação de que ele era sim o Henrique, o garotinho que a três anos eu não via, garotinho que agora era um homem maravilhoso.
Fernanda: Henrique? Tá me zoando né?
Henrique: é sério que não me reconheceu Fernanda? Caralho – riu alto – eu estava te zoando dizendo eu não te conhecia e você me dá uma dessas.
Fernanda: que culpa tenho eu se em três anos você deixou de ser um garotinho e se tornou um homem maravilhoso?
Henrique: maravilhoso é? – sorriu, me abraçou forte me tirando do chão.
Fernanda: me coloca no chão seu doido – ri enquanto retribuía o abraço - nem preciso perguntar se estava com saudade, esse abraço já me disse tudo – falei assim que ele me soltou.
Henrique: sempre modesta – revirou os olhos e riu – mas eu admito que estava sentindo sua falta.
Fernanda: nem vou me acostumar, sei que só está falando isso porque ficou quase três anos sem me ver.
Henrique: eu sempre fui carinhoso com você, até demais.
Lurdinha: filho quem está aí? – ouvi a voz dela de longe
Fernanda: eu aqui tia - ergui os braços e corri em sua direção ao vê-la chegando perto de nós.
Henrique: ela perguntou isso para mim, o filho dela sou eu.
Fernanda: blablabla – o ignorei – ai que saudades de você tia.
Lurdinha: minha querida não acredito que finalmente voltou, foram três longos anos.
Fernanda: voltei de vez, pode acreditar - sorri e me sentei no sofá do lado do Henrique, ele passou um de seus braços pelo meu ombro e me puxou para perto fazendo com que eu encostasse minha cabeça em seu peito – morar em Londres foi uma experiência maravilhosa, o lugar é ótimo, mas chega uma hora que bate a saudade do seu lar, apesar de que admito que eu ficaria lá por mais alguns anos – ri sem humor, porque a verdade era essa, eu ainda não estava emocionalmente preparada para voltar. – mas voltei agora pelo meu avô.
Lurdinha: ele realmente sente sua falta, quando ele tinha forças para vir aqui sempre falava de você e do Diego, contando as coisas que vocês dois juntos aprontavam.
Fernanda: eu atrapalhei alguma coisa por aqui? Cheguei sem avisar e já fui me sentando.
Henrique: atrapalhando nada não, ela só estava falando de você, de como estava feliz em você voltar.
Lurdinha: só eu meu filho? Você quase desmaiou de felicidade quando falei que ela já estava para chegar. – disse zombando da cara dele, que ficou sem graça no mesmo segundo.
Henrique: ai ela chega e nem me reconhece.
Lurdinha: você não reconheceu ele Fer?
Fernanda: desculpa tia, mas seu filho evoluiu uns 110% desde que fui embora, não reconheci esse homem maravilhoso – falei rindo enquanto ele fazia um carinho em meu cabelo.
Henrique: e a Mari onde está?
Fernanda: conversando com os meus pais – conversamos mais alguns minutos e a Mari apareceu, e então foi a mesma coisa, abraços, beijos, todos dizendo que estavam com saudade, e após isso ela se sentou no sofá ao lado do que eu estava.
Mariana: e você Henri, está namorando?
Henrique: que isso po, você sabe que eu sou seu – riu
Fernanda: como é que é traíra? Você sempre falou que ia casar comigo. – o olhei indignada e nós três caímos na risada. 
Henrique: isso é ciúmes?
Fernanda: iludido.
Mariana: é ciúmes sim, aproveita Henrique.
Henrique: desculpa – falou rindo enquanto me abraçava.
Fernanda: vai precisar mais do que um simples pedido de desculpas para me fazer te perdoar.
Mariana: tudo frescura Ri, só o abraço já fez ela te perdoar.
Fernanda: deixa eu terminar meu drama, que coisa - rimos .
Mariana: fefa estou voltando lá pra casa, vai ficar?
Fernanda: vou ir, tenho que ligar pro Di - desgrudei do Henrique e me levantei - Lurdinha, estou voltando pra casa, beijos - falei alto já que ela não estava mais sala, me despedi do Henrique, esperei a Mari fazer o mesmo e então saímos de lá.
Mariana: que foi aquilo?
Fernanda: aquilo o que?
Mariana: aqueles abraços e brincadeiras de ciúmes com o Henrique. 
Fernanda: sempre brinquei assim com ele, normal.
Mariana: era normal até você começar a namorar o Gabriel, porque depois que você começou a namorar se afastou completamente só porque ele tinha ciúmes do Henrique.
Fernanda: eu não quero entrar nesse assunto – falei já acelerando o passo para a sala, tentando de todas as formas não entrar no assunto Gabriel.
Mariana: amiga infelizmente você não conseguir fugir para sempre, você vai acabar encontrando ele aqui em algum momento. – fiquei em silêncio ao ouvir isso porque eu sabia que ela tinha razão, mas o meu medo de pensar nisso era grande. Para minha sorte a porta da sala foi aberta e vi o Diego entrando, logo atrás dele estava a Gabriela.
Gabriela: NÃO ACREDITO QUE VOLTARAM E NEM AVISARAM.
Fernanda: surpresa – falei rindo e corri até o Diego e o abracei forte – que saudades do irmão mais lindo do mundo.
Diego: que bom que finalmente voltou, estava foda sem você aqui. – fiquei mais alguns segundos abraçando ele e depois fui abraçar a Gabi, que até então estava grudada na Mari.
Fernanda: ai que saudades princesa – falei animada enquanto nos abraçávamos.
Gabriela: muito emocionante ter vocês de volta. Me contem, como foi tudo lá em Londres? – perguntou enquanto caminhávamos até a área da piscina para nos sentarmos e conversamos com mais calma.
Fernanda: antes de comentar quero deixar claro que não entendi porque você não foi lá nos ver, e nem porque você Diego, foi só duas vezes.
Diego: Gabriella não tinha permissão de ir, fiquei com dó de ficar indo e deixar ela.
Fernanda: que irmão mais fofo, neném cuticuti – apertei sua bochecha.
Diego: retardada. – delicadamente puxou minha mão enquanto ria.
Mariana: por que não tinha permissão?
Gabriela: minha mãe está pirando, vocês vão perceber quando a virem, ela está sufocando demais, preocupação exagerada. E é só comigo isso.
Mariana: ela sempre foi muito preocupada com você, mas isso já é exagero.
Fernanda: mas agora voltei e vou te arrastar para as festas.
Mariana: qual é a boa de hoje? Precisamos sair.
Diego: hoje tem um lualzinho na praia mesmo, geral vai colar por lá, uns amigos de Santos vêm também. 
Fernanda: aí que delicia, como aqueles de antigamente?
Diego: melhorou muito.
Gabriela: ele diz isso porque é um dos colaboradores agora, ajuda a organizar tudo.
Mariana: jura? Vamos então, quero ver isso.
Fernanda: nem para me contar essas coisas Diego – falei fazendo um drama.
Diego: então umas 20:00 passo aqui para irmos todos juntos, fecho?
Mariana: fechado.?
Gabriela: e os presentes? Estou esperando. – falou rindo e isso me fez lembrar que realmente havíamos comprados alguns presentinhos para eles.
Fernanda: que bom que lembrou, nós realmente compramos – me levantei – vou ir pegar agora.  Você sabe onde as malas estão Mari?
Mariana: acho que já levaram para os quartos. – Corri para o meu quarto e assim que abri a porta as lembranças de minha última noite aqui vieram em minha mente.
FLASHBACK
Fernanda: não adianta Gabriel,eu já decidi.
Gabriel: o que aconteceu Fernanda? Estava tudo tão bem até ontem e hoje você quer terminar?
Fernanda: VOCÊ AINDA PERGUNTA QUE PORRA TA ACONTECENDO GABRIEL? - eu já não conseguia mais segurar as lágrimas
Gabriel: eu não to entendo nada, da pra você explicar na boa o que está acontecendo?
Fernanda: eu só quero terminar.
Gabriel: então olha pra mim Fernanda, diz olhando nos meus olhos que é isso que você quer. Diz olhando nos meus olhos que você não me ama e eu juro que saio por essa porta e nunca mais te incomodo.
Fernanda: MAS EU TE AMO PORRA, EU AMO VOCÊ MAIS DO QUE A MIM MESMO. - me sentei na cama, já não aguentando mais o peso de meu corpo.
Gabriel: ENTÃO POR QUE VOCÊ QUER TERMINAR FERNANDA? EU TE AMO E VOCÊ ME AMA.
Fernanda: PORQUE SIM GABRIEL, AGORA SOME DAQUI POR FAVOR - juntei toda a pouca força que tinha e fui até a porta do quarto, abrindo a mesma.
Gabriel: Fernanda pelo amor de Deus para com isso, se acalma e me diz o que está acontecendo - eu não tinha forças para o encarar, ver seu rosto de espanto e seus olhos já marejados era uma facada para mim.
Fernanda: SAI DAQUI GABRIEL - eu estava tremendo e não sabia se era de nervosismo, de tanto chorar ou se era uma mistura de todas aquelas sensações.
Gabriel: EU NÃO POSSO SAIR DAQUI SEM UMA EXPLICAÇÃO DESSA SUA LOUCURA.
Fernanda: LOUCURA? EU TO CANSADA DE SER A CHIFRUDA DE MARESIAS, É ISSO! QUANTAS VEZES VOCÊ ME TRAIU E EU PERDOEI, ME FAZIA DE BOBA COMO SE NÃO SOUBESSE DE NADA PENSANDO QUE UM DIA TUDO IA MUDAR - deixei a porta aberta mesmo e me sentei novamente na cama, agora eu já não conseguia mais controlar as lágrimas - mas eu cheguei ao limite, não consigo aguentar isso. Eu não consigo mais nem acreditar nos seus sentimentos por mim.
Gabriel: que? co..co..como a..a..assim Fernanda?
Fernanda: não tem aquele ditado, “quem ama não trai”? E tudo que você faz é me trair, você não me ama, é isso.. você não me ama – falei baixinho, já sem forças para conseguir ter uma conversa.
Gabriel: eu te amo Fernanda, pelo amor de Deus, nunca fale que eu não te amo – falou se aproximando e me abraçando forte.
Fernanda: me ama tanto que optou em passar o nosso aniversário de namoro com outra? Se isso é ser amada por você eu não quero que me ame.
Gabriel: eu posso explicar.
Fernanda: Não Gabriel, você não pode – me afastei. – você vai inventar uma desculpa qualquer e eu como tola apaixonada vou fingir que acredito, porque às vezes uma mentira não dói como a realidade, e vamos continuar assim. Eu não consigo mais suportar isso.
Gabriel: me escuta, por favor - falou com a voz tremula e as lágrimas já caiam em seu rosto também.
Fernanda: por favor vai embora.
Lurdinha: Gabriel querido é melhor você ir, volta amanhã que ela vai estar mais calma e vocês conversam – para minha sorte ela apareceu e conseguiu o levar para fora. Enquanto tudo que eu consegui fazer foi trancar a parta e passar o resto do dia chorando. Eu não posso perdoar ele dessa vez, eu não consigo perdoar, eu o amo tanto, mas não é um amor benéfico. Depois de toda a noite em claro eu já tinha tomado a decisão e arrumado as malas, eu iria para Londres começar uma nova vida, eu iria esquecer do Gabriel e mudar de vida.
FLASHBACK OFF
E novamente eu estava chorando, todas essas lembranças ainda mexem tanto comigo, depois do Gabriel eu nunca consegui ter alguém na minha vida, nunca consegui ter um sentimento por alguém na mesma intensidade, nunca nem chegou aos pés. Sobre ele não sei muita coisa agora, evitei ao máximo ler notícias. Tudo que sei é o básico do básico, que infelizmente não consegui fugir de ficar sabendo, ele está se destacando esse ano e com uma grande chance de ser campeão, apesar de tudo eu não consigo não ficar feliz por ele, sempre foi um grande sonho e eu vi de perto como ele sempre foi esforçado.
Diego: fer? - me assustei e tentei, em vão, limpar as lágrimas. - Você sabe que não precisa fingir ser forte na minha frente não sabe? - fechou a porta, se sentou ao meu lado me abraçando.
Fernanda: como sabia que eu ia estar nessa situação?
Diego: te conheço desde que nasci, acha que eu não sei o que tá passando na sua cabeça?
Fernanda: eu não quero isso Di, três anos e isso ainda me machuca.
Diego: eu sei que deve estar sendo difícil pra você voltar pra cá – assenti - quando você foi embora foi complicado de entender, você sempre foi, e ainda é, mais minha irmã que a própria Gabriela - sorri - depois que descobri o motivo de você ter ido para Londres tão de repente, fiquei tão puto com o Medina que fui lá a casa dele tirar satisfação, mas ele tava mal, mal pra caralho, você mais do que ninguém sabe como ele é frio em relação a maioria das coisas - o olhei - fefa não quero defender e nem ajudar ele, mas talvez isso que você sinta seja por achar que ele não te amava, mas ele sempre te amo muito, de um jeito torto mas sempre foi amor.
Fernanda: é difícil acreditar nisso depois de tudo que aconteceu. - ficamos alguns minutos em silêncio, até ele mudar de assunto.
Diego: vou te apresentar pros meus amigos hoje, você vai gostar - ele sorriu e eu sorri também, sabia que ele estava tentando me animar e tentando me fazer esquecer de todas essas coisas.
Fernanda: e amigas? Ficar no meio de um bando de macho é foda.
Diego: tem umas minas por lá, algumas são de boa, mas tem umas que tu não vai curtir não.
Fernanda: eu arrebento você se você me fazer ficar aturando galera chata – rimos. – ei me empresta seu celular - ele me entregou o celular e eu comecei a tirar algumas fotos.
Diego: e essa folga ai?
Fernanda: preciso de uma foto bem linda para você postar com uma super declaração pra todo mundo ver que acabou a palhaçada ué. Posta ai – devolvi seu celular e após alguns minutos chegou à notificação em celular avisando que ele havia me marcado em uma foto.
diegobremmenkamp: ela tirou muitas fotos no melhor estilo tumblr mas eu vou postar essa aqui mesmo porque essa é a real Fernanda.. Ela lembrou o caminho de volta pra casa e agora vou precisar de paciência porque aguentar isso ai não é fácil KKKK te amo e obrigado por voltar irmã @ ferbremmenkamp 
principediegob: Como ela é maravilhosa
topsdesp: que linda, agora entendemos porque o @ gabrielmedina já namorou ela rs
ouromedina: essa é a ex do biel ?? Como você sabe ? @ topsdesp
gabibremmenkamp: chamar pra foto pra que né ?
brunaguiar: a Fer voltou ?? Como assim ninguém avisa ???
cacaparra: apresentar essa pros parceiros você não faz né kkk
surfmedina: é a ex do biel mesmo ???? Como assim irmã ? A irmã dele não é a Gabi ?
infogabrielm: a Fernanda é prima do Diego mas sempre foram grudados,não é certeza se essa é a ex do Gabriel,não sabemos o nome dela apenas que é da família do Diego @ surfmedina @ ouromedina
dteixeira87: ??????
ferbremmenkamp: HAHAHAHAAHAHA  EU SABIA Q NÃO IA POSTAR UMA FOTO LINDA!!!  Aposto que estava chorando todos os dias de tanta saudade.. te amo irmão mais lindo do mundo
Fernada: nossa, famoso – falei rindo ao ver a enxurrada de comentários.
Diego: tenho meu charme pô. Vou ir lá apressar a Gabriela, tenho que resolver umas paradas do lual, 20:00 passo aqui então estejam prontas.
Fernanda: vou aproveitar agora e ligar pra vó, ver se posso ir lá hoje visitar eles.
Diego: eles vão amar saber que vocês voltaram.
Fernanda: chama a Mari pra vir aqui, to com preguiça de descer de novo – ele assentiu, deu um beijo em minha testa e se despediu, peguei meu celular, fui para os meus contatos, achei o número da minha vó e liguei, após poucos chamados ela atendeu.
Vó Nilce: oi, quem é?
Fernanda: olá, é a dona Nilce?
Vó Nilce: quem é?
Fernanda: é a dona Nilce?
Vó Nilce: se você ligou no meu celular sabe quem eu sou, pode me dizer quem é? – falou irritada e eu me segurei para não rir, ela realmente não mudou nada.
Fernanda: credo vó isso é jeito de tratar uma neta que acabou de voltar?
Vó Nilce: Fernanda? Ai menina você não tem mais que fazer além de tentar me enganar não? – gargalhei – que saudade de você minha querida.
Fernanda: também estou morrendo de saudade vozinha, por isso liguei. To pensando em ir aí amanhã cedo, posso?
Vó Nilce: é claro que pode vir, que bobagem ter que perguntar uma coisa dessas.
Fernanda: e o vô como tá?
Vó Nilce: está conseguindo reagir aos tratamentos, mas infelizmente os remédios são fortes e ele está debilitado, mas temos muita esperança que logo ele melhore – ao ouvir isso meu coração se apertou, é tão difícil imaginar meu avô dessa forma. Ele sempre foi tão alegre, adorava passear, e agora saber que ele está debilitado, em uma cama...
Fernanda: vai melhorar sim vó, tenho fé nisso. Avisa ele que amanhã vou ai pra dar um abraço bem forte nele.
Vó Nilce: claro minha querida, ele vai ficar tão feliz em saber que você voltou. Chame a Mariana para vir com você, estou sabendo que ela está morando com vocês.
Fernanda: vou convidar sim, tenho certeza que ela vai querer ir.
Vó Nilce: vou avisar seu avô e amanhã vamos esperar vocês aqui, nós te amamos minha linda – sorri ao ouvir isso.
Fernanda: eu amo muito vocês vozinha, fiquem com Deus, amanhã cedo estaremos aí.
Ela desligou a ligação e eu me joguei na cama para descansar o corpo por alguns minutos.
Mariana: o Diego pediu para eu vir aqui, tá tudo bem? – falou entrando no quarto.
Fernanda: está sim, só estava com preguiça de descer.
Mariana: e como foi voltar pra esse quarto?
Fernanda: a primeira coisa que aconteceu foi eu lembrar da última noite que estive aqui, eu sei que uma hora vou ter que encarar tudo, mas tenho medo.
Mariana: enquanto você não encarar esse passado você vai estar presa nele – olhei para baixo assentindo.
Fernanda: liguei pra vó Nilce, amanhã cedo vou ir visitar eles, você vai comigo?
Mariana: claro, to morrendo de saudade daqueles dois.
Fernanda: foi o que imaginei – sorri e a olhei – e você, como foi pra você voltar pra cá?
Mariana: mais fácil que eu imaginei, eu estou com tanta magoa do que eles fizeram comigo que não consigo nem ficar triste, eu sinto raiva de saber que eles tiveram coragem de fazer tudo que fizeram sabe? Eles roubaram, mentiram pra mim a vida toda e no momento que eles podiam se tornar honestos, dignos, eles simplesmente resolvem fugir, a ganancia deles é algo nojento – pausou por alguns segundos – e em nenhum segundo eles pensaram na filha, eles sumiram do mapa como se não tivessem uma filha, o que teria acontecido comigo se o tio e a tia não tivessem pedido minha tutela naquela época? – a olhei assustada por sua força, mesmo com tudo que aconteceu em sua vida ela consegue ser essa garota forte, encara tudo sem medo enquanto eu estou aqui a três anos sofrendo por alguém, fugindo dos meus problemas como se fossem monstros.
Fernanda: eu te admiro tanto – falei sorrindo – você é minha referência sabia? Eu sinto tanto orgulho de ver a mulher forte que você se tornou.
Mariana: por isso nos damos tão bem, nós completamos uma a outra – assenti – que situação de carência é essa nossa, eu tendo que dizer que quem me completa é minha melhor amiga – falou rindo para descontrair o ambiente.
Fernanda: ai cretina, mesmo que você arranje um namorado eu vou a sua metade sempre.
Mariana: no coração da Mari sempre cabe mais um.
Fernanda: quero exclusividade – ri – vamos lá ficar um pouco com os nossos veinhos, matar a saudades deles.
Mariana: chama sua mãe de veinha na frente dela, quero só ver o que acontece – nos levantamos e fomos até a sala para passarmos um tempinho com eles. (...)
(...) 19:50 e já estou pronta, fui até o escritório onde meus pais estavam,  para aproveitar e ficar mais um pouco com eles enquanto esperava a Mari terminar de se arrumar e o Diego chegar com a Gabi.
Eduardo: ta arrumada assim por que filha? – me olhou rapidamente antes de voltar a prestar atenção em seu notebook.
Fernanda: vou pra um lual.
Eduardo: aquele que seu primo organiza? – assenti – que energia de vocês jovens.
Fernanda: aproveitar, estava com saudade de sair com o Diego e com o Gabriela.
Eduardo: Gabriela vai?
Fernanda: o combinado é que sim, por que?
Eduardo: nada, só estranhei porque ela está tão afastada da família, nunca comparece nos almoços da família, a mãe dela estava até reclamando que ela só fica com uma amiga dela.
Fernanda: que amiga? – perguntei curiosa, ela não comentou nada sobre isso conosco hoje.
Eduardo: Laura, Larissa, não me recordo o nome agora, apenas que era “L” alguma coisa.
Fernanda: estranho, não estava sabendo disso – dei de ombros – e vocês, vão estar aqui amanhã?
Eduardo: ainda hoje vamos para o Rio Grande do Sul e se tudo certo iremos para a Turquia fechar um negócio, mas coisa de uma semana no máximo. Quando voltarmos vamos fazer um jantar aqui para comemorarmos o retorno de vocês duas.
Fernanda: não se preocupem com isso – dei um sorriso fraco, eu já estava acostumada com isso, as viagens eram constantes. – façam uma boa viagem – falei o abraçando.
Eduardo: juízo e se cuidem enquanto estivermos fora.
Fernanda: sério que tá falando isso? Moramos em outro país por três anos. - rimos e logo a Mari apareceu ali com a tia, aproveitei e me despedi dela também. Ficamos conversando com eles até o Di mandar mensagem avisando que já estava na frente de casa.
Fernanda: estamos indo, beijos família e até quando vocês voltarem – dei mais dois beijinhos no rosto de cada um, esperei a Mari e então saímos de casa, fomos até o carro do Di e eu me sentei no banco do passageiro. – ué a Gabi não ia junto?
Diego: desistiu, uma amiga dela ligou e ai já viu, foi correndo pra casa da menina.
Fernanda: meu pai comentou mesmo, falou que até sua mãe tá reclamando disso.
Mariana: e quem é a menina?
Diego: sei lá, ela não comenta nada dessas coisas comigo, tá cheia de segredo.
Fernanda: e no fim eu esqueci de pegar o presente que comprei pra vocês, foi muio dramática a minha volta pro quarto - ele riu.
Diego: amanhã você me entrega, tranquilo.
Mariana: e por que estamos indo de carro? Não é aqui perto?
Diego: nós fechamos uma parte mais vip no lual para ficarmos mais à vontade e tem um estacionamento ali perto.
Fernanda: nossa famoso, precisa de espaço vip agora – eu e a Mari rimos – por que isso?
Diego: achamos melhor po, deixar só a galera que são parceiros mesmo, geral fica mais a vontade e quando quiser sai dar role por lá.
Fernanda: vocês inovaram o lual pra uma balada aberta praticamente.
Diego: pode se dizer que sim.
Mariana: tem amigos gatos pra apresentar?
Fernanda: mariana está sedenta por macho.
Diego: nenhum deles presta – falou rindo.
Mariana: mas eu só quero dar uns beijinhos mesmo, nada sério ué.
Diego: caralho, vocês duas devem ter tacado o terror por Londres.
Mariana: que nada, a Fer estava na vibe quietinha, ficava só na casa mesmo – por sorte chegamos à parte da praia onde estava começando a rolar o “lual”, que mais se parece com uma balada ao ar livre, o Diego entrou com o carro em uma parte que deixaram para o estacionamento exclusivo e descemos.
Diego: ó vão dar um role ai que eu preciso resolver umas coisas, depois vou apresentar vocês pra turma. – falou enquanto colocava uma pulseira em nossa mão.
Fernanda: beleza, então vamos nos encontrar aqui daqui a pouco então. – a Mari me puxou e fomos dar uma volta para vermos como estava a decoração e ver se reconhecíamos alguém.
Mariana: mal começou e já está bombando.
Fernanda: eu também estava reparando nisso, que bom que está fazendo sucesso, significa que estão arrasando.
Mariana: esses meninos merecem – falou sorrindo e me puxou para um barzinho que fora montado ali.
Fernanda: vai começar já?
Mariana: óbvio, vai querer?
Fernanda: pega uma batida. - ela pediu uma batida de sonho de valsa que eu amava e uma caipiroska para ela, pegamos e resolvemos dar mais uma volta por ali. Alguns engraçadinhos tentaram chegar em mim, mas gentilmente eu os despistava, até porque sair por aí pegando geral nunca foi algo que curti. - ma vamos pro tal camarote?
Mariana: demorou - fui a seguindo, entramos, dei uma olhada e merda eu não conhecia ninguém, parece que em três anos todas as pessoas que eu conheço sumiram! Ficamos paradas olhando o movimento até que por sorte vi uma amiga antiga entrando ali, ela estava com alguns amigos dela e quando nos viu rapidamente veio até nós.
Camila: não acredito que você tá aqui – falou enquanto me abraçava - achei que não ia mais voltar.
Fernanda: o bom filho a casa torna né more – falei rindo ta gata pra caramba.
Camila: o tempo ajuda – riu enquanto abraçava a Mari - e aí ma.
Mariana: e aí Ca, de boa?
Camila: ótima - sorriu - vocês vieram com quem?
Fernanda: Diego, mas nem imagino onde ele se meteu, só falou que logo voltaria.
Camila: e estão namorando? Nenhum amor gringo?
Mariana: Deus me livre - riu - nem penso nisso viu, quero só curtir.
Camila: aí ta certa, eu tava namorando um aí, mas ele só queria festa, só vivia com os amigos, então acabou não dando certo. 
Fernanda:  quem? Conhecemos?
Camila: acho que não, quando ele começou a vir pra cá vocês já estavam em Londres, Gilmar o nome dele.
Fernanda: conheço não.
Mariana: ia me lembrar se conhecesse alguém com esse nome.
Camila: e você fer, nenhum gringo gato?
Fernanda: gringo gato é o que mais vi - ri – mas não namorei não e nem penso nisso.
Camila: três solteiras temos que aproveitar muito. Talvez role um churras em casa amanhã, se rolar mesmo eu aviso vocês.
Fernanda: isso avise sim que nós vamos – falei enquanto salvávamos nossos contatos no celular uma da outra.
Camila: já aviso que tenho muitos amigos gatos que vão estar por lá.
Mariana: aí eu dou valor.
Fernanda: eu falo que ela está sedenta por macho – rimos.
Camila: mas é o certo, ela tem que aproveitar.
Fernanda: aí preciso de outro drink.
Mariana: bora lá pegar. 
Camila: vou voltar ali com os meus amigos, apareçam ali depois para eu apresentar vocês.
Fernanda: beleza. – Aproveitamos e tiramos uma foto ali antes de nos despedirmos e logo chegou a notificação de que ela havia me marcado.
carafaella: esse trio é terrível, só eu sei como eu estava sentindo falta dessas duas louquinhas @ ferbremmenkamp @ marisanttini
ferbremmenkamp: um arrasooooo de lindas, amo tanto vocês princesas !! #NossaQueSolCamila.
Comentei e guardei o celular novamente, não vou perder toda minha noite vidrada no celular e esquecer de aproveitar a festa. Fomos para o bar ali do “camarote” e pedi uma caipirinha dupla, enquanto esperava meu drink ficar pronto a Mari foi para o banheiro... Após alguns minutinhos de espera peguei meu drink e fui para o lado para esperar a Mari voltar, mas senti um cutucão em meu ombro e me virei, para a minha surpresa era o Danilo.. Senhor por favor que ele esteja sozinho, só te peço isso.
Danilo: Fernanda? Não fala mais com as pessoas é?
Fernanda: magina Dan, eu não tinha te visto - falei o abraçando e tentando esconder meu nervosismo. - como você ta?
Danilo: de boa e você?
Fernanda: bem também.
Danilo: sumiu por muito tempo po.
Fernanda: pois é, voltei hoje.
Danilo: e já ta na balada? Isso que é ânimo. - rimos
Fernanda: vim mais para ver o trabalho do Di mesmo, sabe como é né, dar uma moral para o primo.
Danilo: ta sozinha aqui?
Fernanda: vim com o Diego e com a Mari, agora só estou esperando ela voltar e depois vamos procurar o Diego. E você veio sozinho?
Danilo: vim com uma turma.
Diego: nossa Fernanda finalmente te achei, tava te procurando a um tempão mano – falou chegando do meu lado e cortando o que o Danilo estava dizendo. - e ai irmão de boa? - fez um toque ali com o Danilo
Danilo: de boa brother e você? Tava aqui falando com a gringa.
Fernanda: que gringa o que mané - ri - tudo isso é inveja e saudades.
Danilo: ó não vou negar porque foram três anos porra.
Fernanda: sem choro, to aqui agora.
Diego: dessa vez não sai mais, diz aí brother.
Danilo: verdade mano, não dá pra deixar ela sair mais não.
Fernanda: daqui a pouco me deixam em cárcere privado - rimos
Diego: boa ideia, essa eu curti.
Fernanda: iludido – ri ironicamente - vou ir procurar a Mari, não saiam daqui se não é foda achar - fui andando rumo ao banheiro até sentir alguém segurando meu braço.
XX: e aí gostosa – me virei para ver quem era o abusado, era um cara bonitinho, admito, mas estava completamente bêbado.
Fernanda: da pra me soltar?
XX: que gatinha estressada, qual o nome?
Fernanda: gatinha? É serio? – revirei os olhos - não te interessa meu nome, agora da pra me soltar antes que eu grite?
XX: só depois de um beijo - me puxou para perto e eu estava usando toda minha força para afastá-lo.
Fernanda: você ta doido? Me solta agora.
XX: eu não vou soltar até ganhar um beijo.
XX2: aí da pra soltar ela? – ouvi de longe outra voz masculina.
XX: e quem é você pra falar isso?
XX2: namorado dela, então vaza antes que eu chame o segurança – ao ouvir isso finalmente o bêbado desconhecido me soltou e saiu de perto e eu resolvi então agradecer ao meu salvador.
Fernanda: muito obrigada você me.. – ao me virar e olhar para a pessoa eu simplesmente paralisei.
XX: Gabriel, prazer – falou sorrindo e quando olhou no meu rosto também ficou paralisado... NÃO ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO, NÃO POSSO ESTAR CARA A CARA COM O GABRIEL, não, por favor, meu Deus.

2 comentários:

  1. Que bom que você voltou, senti muito sua falta, espero que esteja melhor, já pode continuarrrrr

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. oiii, aaaaaaaa que amor!! <3 Obrigada por ter tido tanta paciência comigo e ter esperado eu voltar ahahahaha (sim, ainda é difícil mas já estou bem melhor, voltei a viver né).. Espero que continue gostando, a história é a mesma, mas estou mudando algumas coisinhas minimas para dar mais sentido e não deixar tantos tópicos em branco como eu havia deixado a outra vez. Beijos

      Excluir